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quarta-feira, 1 de julho de 2009

Internacional 2x2 Corinthians




Internacional 2x2 Corinthians
Lauro; Bolívar (Danilo), Índio, Danny Morais e Kléber; Glaydson (Alecsandro), Magrão, Guiñazu e D'Alessandro; Taison (Andrezinho) e Nilmar.
Técnico: Tite.
Felipe; Alessandro, Chicão, William e André Santos (Diego); Cristian (Boquita), Elias, Douglas e Jorge Henrique; Dentinho (Jean) e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes.
Gols: Jorge Henrique (C), aos 20min do primeiro tempo, André Santos (C), aos 28min do primeiro tempo, Alecsandro (I, 2), aos 25min do segundo tempo e aos 29min do segundo tempo.
Cartões amarelos: André Santos, Elias, Jean, Douglas (C), Índio, Taison, D'Alessandro, Bolívar, Nilmar (I). Expulsões: D´Alessandro (I), Elias (C).
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (MG), auxiliado por Alessandro de Matos (BA) e Roberto Braatz (PR).
Público: 50.286 (46.246 pagantes). Renda: R$ 754.460,00. Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Corinthians 2x0 Internacional

Um resultado que não traduz o que foi o jogo.

O Inter foi bem, jogou de igual para igual e não mereceu perder como perdeu, em dois lances de erros pessoais de Danilo e Índio, respectivamente. Danilo marcava a bola ao invés de marcar o jogador. Índio ainda tem seu erro amenizado pela origem do segundo gol marcado pelo adversário ser irregular. Há uma falta marcada e a bola é chutada quando ainda está em movimento. Falta é 'bola parada' porque a regra é simples, clara e diz que para se cobrar uma infração, a bola deve estar... parada, ora vejam!

É extremamente chato ficar falando em arbitragem, mas não tem como não falar! Parece que o Corinthians vive em um universo paralelo onde as regras do futebol não se aplicam! Teve pênalti em Alecsandro logo no início da partida, e lógico que não foi marcado. Elias fez falta por trás a torto e a direito e não tomou cartão por estar pendurado. Aliás, Magrão fez uma falta mais dura, tomou cartão; Elias fez uma falta simplesmente igual dois minutos depois e passou em branco. Chicão, outro pendurado, fez uma falta duríssima na entrada da área mas a arbitragem foi capaz de dar o cartão para outro jogador. E por fim temos o gol irregular.
Quando um árbitro erra algumas vezes para os dois lados, é normal; quando ele erra muito para os dois lados, ele é ruim; mas quando ele erra muito mas só a favor de um dos lados, há má intenção. Parece que há um esforço concentrado para que o Corinthians jogue a Libertadores no ano de seu centenário. O mais "engraçado" é que ninguém de fora fez esforço concentrado para que o Inter estivesse na Libertadores no seu centenário.

Com as voltas de D'Alessandro, Nilmar e Kléber, e talvez Bolívar, se houver a renovação com o jogador, esse resultado é totalmente reversível. Com um pouco de calma e muito brio, ganhamos esse jogo pelo placar necessário.




Corinthians 2x0 Internacional
Felipe; Alessandro, Chicão, William e Marcelo Oliveira (Diego); Cristian, Elias e Douglas; Jorge Henrique (Souza), Dentinho (Boquita) e Ronaldo.
Técnico: Mano Menezes.
Lauro, Danilo Silva, Índio, Álvaro e Marcelo Cordeiro; Sandro (Giuliano), Magrão, Guiñazu e Andrezinho (Glaydson); Taison e Alecsandro (Leandrão).
Técnico: Tite.
Gols: Jorge Henrique (C), aos 26min do primeiro tempo, Ronaldo (C), aos 8min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Magrão, Sandro, Leandrão, Índio (I); Alessandro, Douglas, Boquita, Souza (C). Expulsão: Leandrão (I).
Arbitragem: Héber Roberto Lopes (PR), auxiliado por Roberto Braatz (PR) e Alessandro Mattos (BA).
Público: 37.438. Renda: R$ R$ 1.825.748,00. Local: Pacaembu, São Paulo.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Ingressos, novamente


Já está ficando chato isso de toda a final ter gente reclamando da falta de ingressos. São simples questões de física e matemática: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço ao mesmo tempo, portanto 100 mil pessoas não irão comparecer a um evento num local onde cabem apenas 50.000. Já está na hora das pessoas entenderem que vai ser quase uma loteria conseguir um lugar no estádio. Vai depender de empenho, organização e um pouco de sorte conseguir efetuar a compra do ingresso.
O pior é que a maioria que reclama é daqueles que só quer ir em finais. Nos últimos jogos no Beira-Rio, contra Avaí e Vitória, tivemos média de público de 15.000. O Inter precisava ganhar essas duas partidas também, precisava do apoio do torcedor.
Muitos diriam que falo isso porque consegui comprar ingressos, mas já passei outras vezes sem conseguir ir e já tinha esse mesmo pensamento naquela época. Acredito que todos mereçam ir na mesma proporção. Talvez aqueles que vão mais seguido devessem ter ainda mais preferência, mas no fim das contas, alguns vão conseguir ir, outros não. É até cruel, mas é simples e verdade.

Por conta disso, alguns ameaçam parar de pagar suas mensalidades. Se eu fosse radical, diria que o Inter não precisa dessas pessoas que não amam e chantageam o clube. Clube que monta times competitivos com esse dinheiro que recebe de seus associados. Tirem esse dinheiro e aí ninguém mais vai à final nenhuma pois elas não serão disputadas aqui no Gigante e sim em algum outro estádio! Porém, eu sei que o Internacional precisa dos meus R$22,00 e o de todos os outros sócios, por isso gostaria que essas pessoas parassem de pensar somente em si mesmas.

O que precisa ser colocado em prática urgentemente é o sistema que permite que os sócios que não precisam pagar ingresso informem a ida ou não aos jogos, para que os seus ingressos possam ser comercializados. É inadimissível que esse sistema ainda não esteja pronto!

Copa do Brasil na ESPN


O site da ESPN Brasil criou uma página especial sobre a final da Copa do Brasil.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Coritiba 1x0 Internacional



Bom, o Inter realmente gosta de grandes emoções e fez o jogo contra o Coritiba ser difícil!

O Internacional pareceu ter ficado com medo de perder a vaga encaminhada com a vitória conquistada no Beira-Rio, no jogo de ida, e resolveu que era melhor tentar deixar o tempo passar para garantir o 0x0 e a vaga. Grande erro. Não era mistério pra ninguém que o Coritiba viria para cima com toda a gana que conseguisse acumular, tanto com o apoio da torcida quanto com a filosofia barata do seu treinador. Com isso, o Colorado foi literalmente amassado pelo modesto time do Coritiba e perdeu a partida. Mas não perdeu a classificação, felizmente.

Até com isso podemos nos alegrar. Sabemos que não tem como ganhar todas, que uma invencibilidade de mais de 25 partidas vai ter que acabar cedo ou tarde. Porém, o Inter perdeu exatamente quando podia perder.

Agora precisa botar a cabeça no lugar, parar de ter medo e se defender demasiadamente. Tomar gol não é sinônimo de tragédia, desde que faça também. Um sistema defensivo eficiente é ótimo mas só é de valia quando o time marca também. Tem parecido que o medo de tomar gol está tirando a vontade de fazê-los. E também tem que esquecer um pouco da Copa do Brasil, que só terá jogo daqui 15 dias. Tem que focar no Brasileiro pra não deixar a grande vantagem que já temos se esvair. Pensemos somente no Cruzeiro!

Mas que venha o Corinthians, que se classificou ao empatar em 0x0 com o Vasco em São Paulo. Final com ares de revanche. Desde já, ninguém quer apontar favoritos, mas eu digo: apesar das últimas apresentações, confio muito no meu time.




Coritiba 1x0 Internacional
Vanderlei; Pereira, Rodrigo Mancha (Rodrigo Heffner) e Felipe; Márcio Gabriel, Leandro Donizete, Pedro Ken (Ramon), Marcelinho Paraíba e Carlinhos Paraíba (Renatinho); Marcos Aurélio e Ariel.
Técnico: René Simões.
Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Marcelo Cordeiro; Sandro, Magrão, Guiñazu e D'Alessandro (Glaydson); Taison (Giuliano) e Alecsandro (Danilo).
Técnico: Tite.
Gol: Ariel (C), aos 29min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Pereira, Felipe, Leandro Donizete (C); Bolívar (I). Expulsão: Bolívar (I).
Arbitragem: Ricardo Marques Ribeiro (MG), auxiliado por Ednilson Corona (SP) e Hilton Moutinho Rodrigues (RJ).
Local: Couto Pereira, Curitiba.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Internacional 3x1 Coritiba

Até poderia ser melhor, mas realmente não dá pra reclamar do resultado depois daquele susto no começo.

O time do Coritiba, talvez motivado pela filosofia de botequim do seu técnico, logo mostrou a que veio: para catimbar, marcar e tentar tirar alguém do Inter na base da expulsão ou da lesão. Tentaram provocar D'Alessandro, mas o argentino estava numa noite mais calma; porém, conseguiram provocar uma lesão em Nilmar, que teve de deixar o campo, na maca, ainda no primeiro tempo, sendo substituido por Alecsandro.
Antes disso, porém, num dos vários vacilos já vistos na defesa do Inter, em termos de deixar o adversário sozinho pra fazer o que bem entender, cruzamento na área, Álvaro falha ao tentar cortar e lá estava um jogador do Coritiba sozinho pra marcar o 1x0. A tecla mais batida da semana acabou que não funcionou quando precisava. Tanto falaram em não tomar gol que deu nisso.
Depois do gol adversário o Inter pareceu se desesperar. O Coritiba se fechou mais e antes dos 15 minutos de primeiro tempo já estavam fazendo cera (fora as faltas violentas). Depois de algum tempo o Inter se organizou mais e empatou, mas o jogo continuou parelho durante o restante da etapa inicial.
No segundo tempo, o Inter veio com gana, mas continua a errar passes demais, portanto a posse de bola acaba sendo desperdiçada. Ainda assim, de tanto apertar (e simplesmente por ser melhor mesmo), conseguiu passar a frente do marcador aos 14 do segundo tempo e ampliar logo aos 16. Depois disso o Inter até tentou fazer mais, mas o time paranaense, com medo de sair de Porto Alegre com um resultado irreversível, se fechou ainda mais.

Temos uma vantagem interessante agora. Até uma derrota por 1x0 nos classifica. Se fizermos gol, então, fica melhor ainda. É só ter a consciência de que ter vantagem não é sinônimo de já estar classificado. Até porque o jogo de volta é na casa do adversário. E também saber que abdicando o ataque nunca ninguém chegou a lugar nenhum. Temos que ser consistentes na defesa e efetivos lá na frente. O time está mostrando uma clara decaída em termos de qualidade do espetáculo, mas prefiro que faça o resultado positivo e não só dê show sem sair do lugar.

Nilmar, que o Inter pediu formalmente para se apresentar à Seleção mais tarde, assim sendo liberado para o jogo de volta, pode nem ir mais para a seleção por conta da entrada violenta do jogador do Coritiba. Seria bom que ele ficasse por aqui mesmo, mas também seria extremamente injusto.




Internacional 3x1 Coritiba
Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Sandro, Magrão, Andrezinho (Marcelo Cordeiro) e D'Alessandro (Glaydson); Taison e Nilmar (Alecsandro).
Técnico: Tite.
Vanderlei; Pereira, Rodrigo Mancha e Felipe; Márcio Gabriel, Leandro Donizete, Pedro Ken (Cleiton), Carlinhos Paraíba e Vicente; Marcos Aurélio (Ramon) e Ariel (Hugo).
Técnico: Renê Simões.
Gols: Marcos Aurélio (C), aos 14min do primeiro tempo, Taison (I), aos 21min do primeiro tempo, Alecsandro (I), aos 14min do segundo tempo, Andrezinho (I), aos 16min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Leandro Donizete, Márcio Gabriel e Felipe (C); Magrão, D'Alessandro (I).
Arbitragem: Sálvio Spinola (SP), auxiliado por Alessandro de Matos (BA) e Márcio Santiago (MG).
Público: 43.363. Renda: R$ 598.935,00. Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

As semifinais

Novo sorteio para decisão dos locais das partidas e dessa vez o Internacional jogará a segunda partida fora de casa. O primeiro confronto será dia 27/05, no Beira-Rio, a segunda partida será realizada dia 03/06, em Curitiba.

Muitíssimo estranho que o senhor Renê Simões tivesse tanta certeza de que esse seria o resultado do sorteio. Em nenhum momento naquela entrevista ele disse "pressentir" isso, mas sim afirmou com veemência. Ou o santo dele é muito forte, ou tem algo estranho nesse sorteio.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Internacional 2x1 Flamengo

Andrezinho entrou e decidiu Uma partida tensa, cheia de opções para os dois clubes, um empate em 1x1 até os 44 do segundo tempo e então um golaço de Andrezinho para nos levar às semifinais. Que jogo!

O Flamengo foi o time que mais soube neutralizar o Inter até agora, e disso adveio a dramaticidade da partida. Até o finalzinho do primeiro tempo, a partida estava indo para os pênaltis pois persistia o empate sem gols. Então, num erro de Juan, que atrasou uma bola com pouca força, Nilmar se antecipou e cruzou para Taison fazer 1x0. Não houve tempo para o Flamengo esboçar reação pois logo veio o intervalo. No segundo tempo, o Inter deu mostras de estar com receio de perder a pequena vantagem que tinha, e com isso o time recuou, o que só deu mais espaços para o time carioca. O Inter conseguiu segurar o resultado até os 29 minutos quando, numa jogada bem trabalhada, o Flamengo chegou ao empate, deixando aflita a torcida colorada, que via a classificação ir embora, já que o empate com gols levava o Flamengo à semifinal.
Apesar da torcida não ter parado de cantar e incentivar, os 15 minutos que seguiram foram bastante nervosos. Tite colocou dois jogadores de frente no lugar de dois de defesa, o Inter atacou bastante, mas não chegava perto de passar a frente. Até que aconteceu uma falta em frente a área. D'Alessandro seria a primeira opção para a cobrança, mas Andrezinho pediu para cobrar e foi atendido. Bola no canto, por cima da barreira, sem chance para o goleiro. Golaço! E depois foi se segurar até o apito final do árbitro.

O Inter não fez uma bela partida tecnicamente, mas, mais uma vez, mostrou suas outras qualidades. Soube marcar bem e dar poucos espaços ao adversário. Precisa corrigir a afobação e o medo de ir pra cima e enfrentar o contra-ataque. Mas provou estar no caminho certo para conquistar mais um título.

Amanhã saberemos a ordem dos confrontos com o Coritiba, nosso próximo adversário. E já sabemos que, independente de onde seja a partida, o nosso capitão, Guiñazu, não a jogará pois está suspenso pelo 3o cartão amarelo.




Internacional 2x1 Flamengo
Lauro; Danilo (Alecsandro), Índio, Álvaro e Kléber; Sandro (Andrezinho), Rosinei (Glaydson), Guiñazu e D'Alessandro; Taison e Nilmar.
Técnico: Tite.
Bruno; Airton, Ronaldo Angelim e Williams; Léo Moura, Toró (Everton Silva), Ibson, Kléberson e Juan; Zé Roberto (Emerson, Welington) e Obina.
Técnico: Cuca.
Gols: Taison (I), aos 42min do primeiro tempo, Emerson (F), aos 29min do segundo tempo, Andrezinho (I), aos 44min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Guiñazu, Sandro, Rosinei (I), Airton, Toró, Willians (F).
Arbitragem: Paulo César de Oliveira, auxiliado por Emerson de Carvalho e Vicente Romano (trio paulista).
Público: 47.738 (42.453 pagantes). Renda: R$ 641.850,00. Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Flamengo 0x0 Internacional

Outra partida fora, outra atuação abaixo da esperada.

Na realidade, acho que o que se espera é que está acima da média. Tinha-se em mente um Internacional avassalador, que agora não está aparecendo. Mas convenhamos, o Inter arrasou os adversários menores, aqueles que têm de ser arrasados. Contra adversários de mesmo nível, e fora de casa, quem esperava que o Inter fosse meter 5?
Tudo bem, podem dizer que a apresentação foi ruim, que o time não jogou bem nas duas partidas, e que isso é problema. Concordo. Porém, ganhou uma e empatou a outra. Acho que isso não é coincidência nem sorte. Ano passado, o Inter jogava mal e perdia. Pra time pequeno! Não tinha o time que tem hoje, que, se os considerados craques não correspondem, os outros seguram a barra.
O problema está em ficar pensando demais no que passou. O time precisa simplesmente ver o que fez de errado nessas duas partidas e seguir em frente. Até porque, o que deu errado nessas partidas foram as individualidades que não foram bem, principalmente D'Alessandro. Assim como no ano passado, em que o time era dependente de Alex, agora quem não pode jogar mal, sob pena de o time todo afundar, é D'Ale. E não adianta ficar criticando o argentino. Primeiro porque duvido que ele jogue mal de propósito, segundo porque todos os bons jogadores têm momentos em que vão estar mal. Tem que se esperar que, quando ele estiver numa dessas fases, os outros consigam segurar o resultado ou até mesmo jogar por ele.
Quanto a Taison, é outro que merece cuidado na hora da crítica. Há de se entender que ele ainda está amadurecendo como jogador, ainda está aprendendo que jogadores mais qualificados vão marcá-lo mais de perto, vão dar menos espaços... O que tem que acontecer é quem o cerca ter certeza de que ele está aprendendo e não só chorando as mágoas de que não deixam ele jogar. Quando não dão espaço para ele, ele tem que aprender a abrir espaço. E ele tem o companheiro perfeito com quem aprender isso: Nilmar. As características dos dois são parecidíssimas, Taison precisa observar o companheiro de ataque de perto e ter menos medo de enfrentar os zagueirões.

Quanto ao jogo em si, o Inter foi empurrado para trás por grande parte do tempo e o Flamengo teve mais chances. Mas em qualidade, as chances foram até parecidas. Arrisco dizer que, apesar do resultado contra o Corinthians ter sido de vitória, contra o Flamengo o Inter jogou um pouquinho melhor. Afinal, era o time titular do Flamengo, jogando com o Maracanã cheio a lhe apoiar.
Na próxima quarta precisamos ganhar. E não teremos Bolívar e Magrão ajudando a conseguir a vitória. Ficarão de fora devido ao terceiro cartão amarelo. Teremos a vantagem do Beira-Rio lotado, onde o Inter joga muito bem. Mas temos que ter consciência de que será um jogo duríssimo. Somente calma para furar uma quase certa retranca e também para superar um certo trauma das duas últimas atuações trará um resultado positivo.




Flamengo 0x0 Internacional
Bruno; Toró (Josiel), Aírton e Ronaldo Angelim; Léo Moura, Willians, Ibson, Kléberson e Juan; Everton (Obina) e Emerson (Erick Flores).
Técnico: Cuca.
Lauro, Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Sandro, Magrão (Rosinei), Guiñazu e D´Alessandro (Andrezinho); Taison (Alecsandro) e Nilmar.
Técnico: Tite.
Cartões amarelos: Léo Moura, Ronaldo Angelim (F); Magrão, Bolívar, Índio (I).
Arbitragem: Salvio Spinola Filho (SP), auxiliado por Ednilson Corona (SP) e Alessandro Rocha de Matos (BA).
Público: 53.479. Renda: R$ 990.122,00. Local: Maracanã, Rio de Janeiro.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Internacional 2x0 Náutico

D'Ale deu show. De novo. Como esperado, Inter classificado para as quartas-de-final.

Quem esteve no estádio imagino que deve ter pensado "É hoje que vejo um 10x0", já que o Inter fez 1x0 logo antes de dois minuto de partida. Quando D'Alessandro cobrou aquela falta maravilhosamente, aos 7 minutos, muitos tiveram certeza de que estavam ali para ver mais uma chuva de gols colorados. Não foi isso que aconteceu. Mas isso não impediu o Inter de dar show novamente.

Mais gols não saíram, porém o time mostrou a mesma vontade, disposição e entrosamento. Tivemos lindas jogadas, passes perfeitos e aquele estilo de futebol que os colorados já estão se acostumando a ver: todo mundo ataca, todo mundo defende e a bola não sai de posse do Inter.


O adversário das quartas será o "bem-amado" Flamengo. Apesar do rubro-negro carioca não ser um time lá tão bom assim, é o primeiro adversário de tradição que teremos pela frente na Copa do Brasil. É agora que o time tem que mostrar que realmente é tudo isso de bom mesmo. De nada vai adiantar todo o show proporcionado até agora se o time sucumbir perante o primeiro time melhorzinho que encontrar pela frente.

Porém, o grande teste já será feito nesse domingo na estreia no Campeonato Brasileiro. Corinthians no Pacaembu. Por toda a circunstância atual e também pela história recente, esse confronto será de deixar os colorados sem piscar em frente à TV.




Internacional 2x0 Náutico
Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Glaydson, Magrão (Rosinei), Guiñazu (Andrezinho) e D´Alessandro; Taison (Alecsandro) e Nilmar.
Técnico: Tite.
Eduardo; Alex (Wellington), Gladstone, Negreti e Sidny; Galiardo (Juliano), Vagner, Johny e Daniel Gonzalez (Dinda); Gilmar e Anderson Lessa.
Técnico: Valdemar Lemos.
Gols: Taison (I), a 1min do primeiro tempo, D´Alessandro (I), aos 7min do primeiro tempo.
Cartões amarelos: Alex, Negrete (N), Glaydson, Nilmar (I).
Arbitragem: Arilson da Anunciação, auxiliado por Adson Márcio Lopes e José Carlos dos Santos (trio baiano).
Público: 25.945 (22.988 pagantes). Renda: R$ 337.210,00. Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Náutico 0x3 Internacional

Outra bela atuação e outra vez D'Alessandro foi o maior destaque do time. E dessa vez foi fora do Beira-Rio!

Não foi um jogo exuberante porque o gramado não dá qualquer condições de algo assim acontecer e porque o Náutico foi extremamente violento, principalmente no primeiro tempo. Uma tesoura perigosíssima de Gladstone em Guiñazu passou só com um cartão amarelo, a mesma punição que recebeu D'Alessandro por reclamar de tal falta! Qual o critério de arbitragem? Pode usar de violência mas não pode reclamar?
Mesmo assim, conseguimos ir em vantagem para o intervalo, com um belo gol de Nilmar, que perdeu um outro gol feito na primeira etapa, mas vamos dar uma colher-de-chá pro menino.
No segundo tempo, logo no começo, Taison guardou mais um, o 19º dele na temporada. E mais pro fim encerramos o placar com um gol de Marcelo Cordeiro. Mas o que mais chama a atenção nesse gol foi a linda jogada que D'Alessandro fez no passe. Assim como não há bola perdida com a velocidade e insistência de Nilmar e Taison, não há espaço pequeno o bastante para que D'Ale não consiga fazer um passe. Magnífico!

Ganhamos fora de casa. Essa era a maior dúvida que pairava sobre o time: conseguiria ele mostar o mesmo bom futebol longe de Porto Alegre, coisa que não aconteceu ano passado? Pelo menos contra o Náutico, o Inter foi quase perfeito. Envolveu o adversário e foi preciso quando esteve de cara para o gol. Saiu de Recife com a classificação na mão.

Porém — e não poderia deixar de haver um porém —, o Náutico ainda não é o adversário ideal. Mas já é um adversário de Série A. O que me intriga mais, e que vai ser respondido no próximo domingo, contra o maldito Corinthians, é o que o time vai conseguir produzir contra um time maior, com mais tradição e que também é considerado melhor tecnicamente. Eu não exijo goleadas nem passeios Colorados fora de casa no Brasileirão contra os adversários mais fortes, mas não posso negar que, vendo o que o Inter vem fazendo, fico na expectativa de já começar o Campeonato Brasileiro com 3 pontos na tabela.




Náutico 0x3 Internacional
Eduardo; Gladstone, Negrette e Asprilla; Sidny, Vágner, Juliano (Tiaguinho), Carlinhos Bala e Wellignton (Anderson Lessa); Gilmar e Adriano Magrão (Kuki).
Técnico: Waldemar Lemos.
Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Glaydson, Magrão, Guiñazu e D'Alessandro (Andrezinho); Taison (Marcelo Cordeiro) e Nilmar (Alecsandro).
Técnico: Tite.
Gols: Nilmar (I), aos 33min do primeiro tempo, Taison (I), aos 6min do segundo tempo, Marcelo Cordeiro (I), aos 38min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Juliano, Carlinhos Bala, Gladstone, Anderson Lessa, Tiaguinho, Asprilla, Vágner (N); Bolívar, D'Alessandro e Magrão (I).
Arbitragem: Guilherme Cereta de Lima, auxiliado por Márcio Luiz Augusto e Vicente Romano Neto (trio paulista).
Local: Estádio dos Aflitos, Recife.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Deu Recife

Em sorteio realizado nesta tarde na sede da CBF, ficou decidido que o jogo de ida entre Náutico e Inter será nos Aflitos, dia 29/04. Sabe-se que a partir dessa fase da Copa do Brasil não há a eliminação do segundo jogo caso o visitante vença a primeira partida por 2 ou mais gols de diferenaça, portanto o jogo no Beira-Rio está confirmado e será realizado na semana seguinte, dia 06/05.

Como disse antes, minha preferência seria o primeiro aqui em Porto Alegre, mas na verdade faz pouca ou nenhuma diferença a ordem das partidas. As duas opções oferecem suas vantagens e desvantagens.

Como não poderia deixar de ser, já se ouviu comentários sobre a distância e sobre o estado do gramado. Sabemos que a viagem é realmente cansativa e que o gramado do estádio dos Aflitos é pavoroso, mas convenhamos, um time que quer ser considerado o melhor do país tem por obrigação superar os obstáculos extra-campo tanto quanto os do campo. Esse negócio de ficar dando desculpa antecipada pra possíveis tropeços já está ficando chato. E ficar caindo em armadilha de repórter pra dar declaração polêmica é ingenuidade.

Como li um colorado dizer no blog de um torcedor do Náutico, a mídia e todos que entitulam o Inter como o melhor time do país querem mais é que a gente quebre a cara. Temos que andar sempre no limite, na ponta dos pés, assim é que se ganha títulos, achando que o próximo jogo, independentemente de adversário e local, é sempre o mais importante de todos.

Oitavas e vendas

Ao vencer o Criciúma por 3x2 em Pernambuco (após empate em 2x2 em Santa Catarina), o Náutico será o adversário do Internacional nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.
O primeiro jogo será já na próxima quarta-feira. Amanhã será decidido em sorteio quem terá o mando desse jogo.

Levando-se em conta a grande fase que o time está vivendo, prefiro que o primeiro jogo seja logo aqui no Beira-Rio. Ganhando, e ganhando bem, não tem porque se preocupar muito com o jogo da volta, além de apresentar o devido respeito ao adversário. Se formos lá primeiro e não conseguirmos um bom resultado, ficamos na agonia da espera pelo segundo jogo, toda a desconfiança volta e todo mundo começa a dizer "viu como o Caxias não era parâmetro?".


Em outro assunto, vamos começar a ouvir "notícias" sobre possíveis vendas de jogadores de novo. O periódico espanhol Marca já fala no interesse que o Atlético de Madri (que hoje levou 5 do Racing) teria em levar D'Alessandro. Não sei no que isso vai dar. Sei que alguém terá de ser vendido, mas não acredito que vá ser o argentino. Mas no fim, isso só serve pra nos deixar, nós os torcedores, completamente amendrontados com a possibilidade de nosso jogador mais inteligente nos deixar no meio do ano. Quando vemos o time engrenar e dar mostras de que tem grande potencial pra ser campeão, vêm com esses papos pra esfriar nossos ânimos.

Equilibrar as contas do clube é importantíssimo, mas ganhar títulos também é, até porque ganhar títulos dá dinheiro pro clube! Por isso acho que se temos de abrir mão de um de nossos craques, que seja Nilmar. Para a posição dele temos Alecsandro, que faz tanto gol quanto ele. Pro meio temos Andrezinho, que é bom jogador mas não tão bom quanto D'Alessandro.
Espero que a diretoria consiga manter o time o mais intacto possível, para termos ainda mais alegrias nesse ano tão especial que é o do centenário.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Internacional 5x0 Guarani

D'Ale merece seleção argentina! Mais uma goleada. Outra bela atuação. E estamos classificados para as oitavas-de-final da Copa do Brasil.

É chover no molhado dizer que o time está fazendo jogadas bonitas, jogando fácil, que todos estão demonstrando qualidade. D'Alessandro está em fase magnífica, em que seus passes se transformam em gol em 90% das chances. Nilmar sente lesão, Alecsandro entra e faz dois. Nossos volantes, Sandro, Guiñazu e Magrão, têm garra e determinação, além de saberem dar passes e se arriscarem no ataque. Bolívar e Kléber vêm cada vez melhor nas laterais. Enfim, estamos em ótima fase.

O problema é o receio de acontecer o mesmo que no ano passado. Quanto maior a altura, maior a queda. O Inter precisa manter os pés no chão. É fácil falar, e é clichê dizer isso, mas precisa ser feito. Todos, e nisso inclui-se grupo de jogadores e torcida, precisam saber que os adversários enfrentados até agora ofereceram pouca ou nenhuma resistência. Goleá-los foi até simples. Mas jogos seríssimos estão por vir. A Copa do Brasil está se afunilando e o Campeonato Brasileiro começa em duas semanas, e aí o buraco é mais embaixo. Ninguém em sua sã consciência vai exigir que o Inter atropele os adversários tradicionais, mas precisa manter o que vem jogando, precisa continuar fazendo os jogos ficarem fáceis. Só assim é que o time vai continuar a conseguir resultados expressivos.




Internacional 5x0 Guarani
Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro (Danny Morais) e Kléber (Marcelo Cordeiro); Sandro, Magrão, Guiñazu (Rosinei) e D'Alessandro; Taison e Alecsandro.
Técnico: Tite.
Douglas; Maranhão, Maurício, Walter e Andrezinho; Glauber, Claudiney Rincón, Danilo Rios (Rafael Fefo) e Chiquinho; Dairo (Matheus) e Romário (Mário Lúcio).
Técnico: Vadão.
Gols: Índio (I), aos 7min do primeiro tempo, Alecsandro (I), aos 16min do primeiro tempo, Taison (I), aos 32min do segundo tempo, Alecsandro (I), aos 6min do segundo tempo, Bolívar (I), aos 29min do segundo tempo.
Cartão amarelo: Maurício (G), Rosinei (I).
Arbitragem: Antonio Denival de Morais, auxiliado por Ivan Carlos Bohn e José Carlos Dias Passos (trio do PR).
Público: 23.784 (21.410 pagantes). Renda: R$ 286.355,00. Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Guarani 1x2 Internacional




Guarani 1x2 Internacional
Douglas; Maurício, Rafael Fefo (Chiquinho) e Walter; Maranhão, Claydiney Rincón, Bruno, Glauber e Andrezinho; Danilo Rios (Romário) e Dairo (Diego).
Técnico: Vadão.
Lauro; Bolívar, Índio, Álvaro e Kléber; Sandro, Glaydson, Guiñazu (Giuliano) e Andrezinho (D'Alessandro); Nilmar (Alecsandro) e Taison.
Técnico: Tite.
Gols: Taison (2, I), aos 27min do primeiro tempo e aos 41min do segundo tempo, e Romário (G), aos 43min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Nilmar, Lauro, Álvaro (I); Maurício, Glauber (G).
Arbitragem: Willian Marcelo Souza Nery, auxiliado por Hilton Moutinho Rodrigues (Fifa) e Wagner de Almeida Santos.
Público: 3.721. Renda: R$ 55.935. Local: Brinco de Ouro, Campinas-SP.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Internacional 2x0 União

Índio Por um lado, uma vitória magra sobre um adversário infinitamente menor pode colocar dúvidas sobre a qualidade do grupo; por outro, é sempre mais gostoso quando a vitória e a vaga vêm depois de um jogo dificílimo como esse.

Desperdiçamos jogadas preciosas no primeiro tempo. E podía-se ver, não só pelas jogadas afobadas mas também nos rostos dos jogadores, que havia uma ânsia coletiva, o que só atrapalhava.
Nem posso falar do segundo tempo pois não vi. Não aguentei ver mais. Fiquei só na escuta.

Há quem ainda pregue que o União é um time ruim. Continuo não achando. Eles souberam fazer exatamente aquilo que tinham que fazer para não permitir ao Inter ter uma vitória fácil. E nem precisaram abdicar do ataque para fazer isso!

Uma coisa que se sobressaiu nessa partida foi que a torcida — finalmente! — jogou a favor do time e não vaiou durante o jogo. Aparentemente houve uma consciência coletiva de que o que o time precisava era apoio, e não de críticas nada construtivas. Não sou contra críticas e cobranças, mas tem hora e lugar pra isso, e durante uma partida tensa, valendo vaga pra próxima fase de uma competição não é hora nem lugar pra isso.
Obviamente, imagino que a vitória no greNAL tenha tido um papel importante nessa demonstração de "paciência" do torcedor. Infelizmente, o normal não é acontecer isso.




Internacional 2x0 União
Lauro; Bolívar (Alecsandro), Índio, Álvaro e Kléber; Guiñazu, Magrão, Andrezinho (Giuliano) e D´Alessandro; Taison e Nilmar (Danilo Silva).
Técnico: Tite.
Paulo Sérgio; Alex Mineiro, Rodrigo e Odvan; Richard, Rocha, Wender, Jonas (Dilmar) e Maciel; Clodoaldo (Cleidir) e Diogo.
Técnico: José Humberto.
Gols: Índio (I), aos 21min do segundo tempo, Alecsandro (I), aos 28min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Paulo Sérgio, Rodrigo, Odvan, Alex Mineiro, Wender (U), Andrezinho (I).
Arbitragem: Wagner Tardelli, auxiliado por Alcides Zawaski Pazetto e Luis Alberto Kallenberger.
Público: 26.387 (23.783 pagantes). Renda: R$ 302.905,00. Local: Beira-Rio, Porto Alegre.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

União 1x0 Internacional

O Inter, sempre dado a feitos inimagináveis, apronta mais uma para ficar para os anais do futebol. Perdeu para o modesto União.

Vou começar vendo o lado menos patético da situação: o time do Mato Grosso foi dado como muito ruim, mas obviamente aqueles que disseram isso nunca tinham visto o time jogar. É óbvio que é um time com limitações, mas o que se viu não foi a ruindade que pintaram antes do jogo. O União foi um time consciente, bem armado e que não usava de faltas como recurso. Foi melhor que a maior parte dos times do interior gaúcho! Não sei se o time é assim mesmo ou se superou para ser o Davi subjugando Golias, mas sei que não foi só o Inter que perdeu, o União ganhou a partida com méritos.

Agora vamos analisar o fiasco. Parecia que tinham dado sonífero para as criaturas do meio pra frente. D'Alessandro não fez uma, uma jogada sequer que desse certo. Se a bola caía com ele, dava pra levantar e ir tomar alguma coisa pois já dava pra saber que nada ia acontecer além dele perder a bola pra algum adversário. Nilmar também foi muito mal, nem conseguir perder gol ele conseguiu porque nem chutar chutou. Do resto dos do meio e frente, ninguém se safa.
50% dos de trás até que não foram tão mal. Álvaro foi o que mais trabalhou e deu conta do recado na maior parte do tempo. Bolívar foi o que mais tentou fazer algo de útil. Índio e Kléber deveriam ter ficado em casa, teriam feito um favor. Ainda dizem que o Sorondo, que finalmente está voltando, vai brigar por vaga com o Álvaro. Só se o Tite for demente! O zagueiro que sai é o Índio, sem dúvida nenhuma. Já sem o Sorondo, quem tinha que continuar jogando é o Danny Morais!

Enfim, era como se eles não estivessem afim de nada, como se a vitória já estivesse programada, era só entrar em campo pra confirmar. Andrezinho, que não se salvou de atuar mal, foi lúcido ao dizer que eles estavam tão preocupados em fazer o 2º gol que esqueceram de fazer o primeiro.
Pois é, no primeiro tempo o time ainda deu sinais de querer ganhar, mas no segundo, todo mundo parecia se esconder, pedindo aos céus pra bola não vir pro lado deles. E o pior é que apenas uma pessoa parecia indignada com a situação: Magrão. Nem pra isso os outros serviram, pra se mostrarem brabos com o que estava acontecendo. Estavam resignados. E resignação no futebol não dá, tem que querer mudar as coisas pra que elas efetivamente mudem!

O esquema do jeito que tá não tem futuro. Independentemente de continuar os 4 lá na frente, Sandro tem que entrar. Ou entra no lugar de um deles, voltando ao esquema do ano passado, ou sai um dos outros dois volantes. Essa última opção deveria ser testada para ver qual o resultado, mas a primeira é a mais segura. Eu gosto de ver os melhores em campo, mas se isso vai começar a afetar o rendimento do time, voltemos ao esquema com três volantes.

Perder o jogo tentando ganhar mas não conseguindo e uma coisa. Perder sem nem tentar é pecado mortal. Espero que todas as mordomias que a direção do Inter proporciona aos jogadores não tenha se transformado em acomodação.




União 1x0 Internacional
Paulo Sérgio; Alex Mineiro, Odvan e Rodrigão; Richard, Rocha (Rafael), Wender, Jonas e Maciel (Cleidir); Diogo e Clodoaldo.
Técnico: José Humberto.
Lauro; Bolívar, Índio, Danny Morais e Kléber; Magrão, Guiñazu (Sandro), Andrezinho (Giuliano) e Alex; Taison (Alecsandro) e Nilmar.
Técnico: Tite.
Gol: Diogo (U), aos 34min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Álvaro, Guiñazu, Magrão (I), Jonas, Rocha, Richard (U).
Arbitragem: Sandro Meira Ricce, auxiliado por Marrubson Melo Freitas e Emerilson Xavier Macedo.
Local: Luthero Lopes, Rondonópolis-MT.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Sport 3x1 Internacional

Infelizmente, não vai ser esse ano que ganharemos a Copa do Brasil novamente.
Foi uma noite em que quase tudo deu errado para o Inter: a zaga desfalcada, um gol logo no começo, atuações pífias de Guiñazu, Alex e Fernandão, os três dos quais se espera muito, a contusão de Sidnei, que era o único que estava muito bem...

Não querendo desmerecer o Sport, mas o Inter perdeu mais para si mesmo do que para o adversário. Fez um primeiro tempo até aceitável, mas o segundo foi sofrível. Tomou sufoco mesmo com um homem a mais! E não conseguiu atacar.

Abel não foi o grande culpado na desclassificação, mas têm uma parcela de responsabilidade. Jonas estava mal e não foi substituído (e ainda acabou expulso). E o maior de todos os erros foi não ter levado Sorondo para Recife.
Há, sim, o problema da quantidade de estrangeiros, mas a zaga precisava de mais experiência e de alguém que fosse ganhar as jogadas pelo alto. Apesar da altura, nem Sidnei nem Titi conseguem se dar bem em bolas altas.

É muito frustrante ver um time que pode render muito, mas muito mais do que isso, jogando feio, desorganizado, atabalhoado.

Agora resta o Brasileiro para tentar a tão sonhada vaga na Libertadores do ano que vem. E o time precisa superar a derrota logo, erguer a cabeça e começar a jogar o que sabe. De nada adianta termos ótimos jogadores e um ótimo grupo se, quando exigidos um pouco mais, eles não vão dar resposta.

Dados do jogo
Sport (3): Magrão; Luizinho Neto (Diogo), Igor, Durval e Dutra; Fábio Gomes, Sandro Goiano, Luciano Henrique e Carlinhos Bala; Enilton (Roger) e Leandro Machado (Cássio). Técnico: Nelsinho Batista.

Internacional (1): Clemer; Sidnei (Pessanha, 21min30seg2ºt), Orozco e Titi (Derlei, 12min2ºt); Bustos, Danny Morais (Iarley, 35min2ºt), Jonas, Alex e Guiñazu; Fernandão e Nilmar. Técnico: Abel Braga.

Gols: Leandro Machado (S), aos 3min do segundo tempo, Sidnei (I), aos 29min30seg do primeiro tempo, Roger (S), aos 16min30seg do segundo tempo, Durval (S), aos 33min30seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Guiñazu, Danny Morais, Jonas, Bustos (I) , Enílton, Durval, Dutra, Roger, Fábio Gomes (S). Expulsões: Luciano Henrique (S). Jonas (I). Público: 31.555. Arbitragem: Héber Roberto Lopes (PR), auxiliado por Roberto Braatz (PR) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE). Local: Ilha do Retiro, no Recife.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Internacional 1x0 Sport

Não foi uma boa atuação mas o que importa é o resultado, que significa vantagem para o segundo jogo.
Alex mais uma vez foi o salvador da pátria colorada e fez o gol tão necessário.
A opção de Andrezinho para a vaga de Magrão provou não ser a melhor solução para o problema. O jogador não foi bem e perdia quase todas as bolas para o seu marcador. A entrada de Gil em seu lugar no segundo tempo melhorou bastante o time.
Nilmar não conseguiu marcar novamente. Perdeu muitos gols e, no segundo tempo, deu lugar a Iarley, dessa vez com mais propriedade de quando foi substituído em Caxias.
Houve muitos erros de passes que ocasionavam perdas de bolas importantes. No entanto a zaga se comportou razoavelmente bem, com Orozco melhorando bastante em suas atuações. Pecaram apenas algumas faltas bobas, que levaram perigo à área colorada.
O saldo negativo da vitória é a zaga desmantelada para o jogo de volta. Índio e Marcão não jogarão em Recife. Índio pelo segundo cartão amarelo e Marcão também o seria, não fosse sua expulsão quase no final da partida. Abel já teria a possibilidade de escalar Sorondo para essa partida, mas, nesse caso, há o problema da quantidade de estrangeiros em campo. Espera-se, então, para saber se sai Bustos para a entrada de Sorondo ou se o Inter vai de Sidnei e Titi.
A grande vantagem é poder até perder, se o Inter marcar e a diferença for de apenas um gol. Como o time geralmente faz gol, é uma vantagem e tanto.

O foco continuará na Copa do Brasil, mesmo o Brasileirão começando nesse domingo, com o confronto com o Vasco, no Beira-Rio. Imagina-se que alguns jogadores serão poupados nessa partida.
Ganhar a Copa do Brasil deve ser a prioridade no momento, mas não se deve esquecer que o Campeonato Brasileiro é a maior competição do Brasil e é um título que não ganhamos (no papel, pelo menos) há quase 30 anos. Seria importante não começar mal na competição.

Dados do jogo
Internacional (1): Clemer; Índio, Orozco e Marcão; Bustos, Danny Morais, Andrezinho (Gil, intervalo), Alex (Jonas, 41min2ºt) e Guiñazu; Nilmar (Iarley, 29min30seg2ºt) e Fernandão. Técnico: Abel Braga.

Sport (0): Magrão; Luizinho Neto, Igor, Durval e Dutra; Daniel Paulista, Sandro Goiano (Júnior Maranhão), César e Romerito; Carlinhos Bala (Cássio) e Enilton. Técnico: Nelsinho Batista.

Gol: Alex (I), aos 8min do segundo tempo. Cartões amarelos: Índio, Marcão, Guiñazu (I), Daniel Paulista, Sandro Goiano, César, Romerito, Luizinho Neto (S). Expulsão: Marcão (I). Renda: R$ 310.475,00. Público: 41.766 (37.491 pagantes). Arbitragem: Paulo César Oliveira (Fifa-SP), auxiliado por Roberto Braatz (PR) e Emerson Augusto de Carvalho (SP). Local: Beira-Rio.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Internacional 5x1 Paraná

E não foi que, com Andrezinho, a gente nem sentiu falta do Alex? Histórico. Mágico. Loucura. Adjetivos aparecem por todos os lados mas ainda não inventaram uma palavra adequada para descrever o que foi esse jogo. Em menos de 5 minutos, já havia acontecido de tudo e mais um pouco!
Foi um jogo para testar a fé da torcida e a perseverança dos jogadores, e podemos dizer que os dois lados deram conta do recado. A torcida cantou o tempo todo, apoiou e não esmoreceu nunca. Os jogadores correram, cansaram, atacaram e, acima de tudo, marcaram o adversário e também os tão necessários gols.

Não há como explicar a sensação de saber que, aos meros 45 segundos de jogo, há um jogador no chão, desacordado, em uma colisão com um próprio companheiro de time. E uma chance clara de gol para o adversário como conseqüência desse choque. Ainda sob o trauma de ver Jonas saindo do estádio de ambulância, os jogadores do Inter perdem a concentração e acontece o improvável, o impensável, o indigesto gol do Paraná. Aos dois minutos do primeiro tempo, o time que precisava fazer 3 toma um gol e agora precisa de 4. Sei de gente que só ficou sabendo o resultado pela manhã, ao ler o jornal, pois desligou o rádio nessa hora.
Mas acontece que, como já dizia o poeta, o jogo só acaba quando termina. Logo aos 5 minutos, Andrezinho quebra seu jejum de gols pelo Colorado, prova que tinha razão quando disse que ia marcar na hora mais importante, e abre alas para o que viria a seguir.
Um jogador do Paraná expulso. Índio marca o segundo. Outro jogador do Paraná expulso, mas dessa vez Sidnei o acompanha. Pra não perder as contas: Inter com 10, Paraná com 9. Placar: 2x1. No final do primeiro tempo, lá vem Andrezinho de novo e coloca o Internacional no limiar da felicidade fazendo o 3° gol. Faltava só um.

Ao ir pro vestiário, o consenso era de que o time precisava se acalmar. Estava correndo muito, e quase ninguém ficava no campo de defesa. No finzinho do primeiro tempo quase levou um gol por esse motivo.
Mas essa noite estava predestinada a entrar para a história. Segundo tempo, o Inter volta mais calmo, como pedia o técnico e o goleiro Clemer, que se sentia abandonado lá atrás. Nesse momento, o Paraná atacou mais, voltou bem melhor do que estava na etapa anterior. No entanto, seus ataques eram improdutivos. E aos 18 minutos a angústia e a agonia de estar tão perto e ainda tão longe da classificação se desfez quando Magrão finalizou de forma maravilhosa um cruzamento milimétrico de Andrezinho. Já seria um gol para lembrar pela beleza, não fosse a grandiosidade de seu significado. A diferença de 3 não era parte só dos sonhos e previsões dos torcedores. Ela estava ali, concreta, paupável, existente.

Administrar a vantagem tornou-se o principal objetivo então, pois o desgaste da equipe era visível, principalmente de Índio, que precisou ser substituído, e de Orozco, que mal se agüentava em pé. Nesse momento o jogo tornou-se mais dramático ainda. Conseguir a façanha de sair perdendo, virar o jogo, fazer o saldo de 4, diferença de 3, e tomar um gol perto do final da partida não seria um banho de água fria, seria como ser engulfado por um iceberg. Uma bola na trave defendida por Clemer fez a torcida parar de respirar por alguns segundos, mas ela logo tomou fôlego para poder gritar gol novamente. Depois de uma arrancada num contra-ataque de Nilmar e do pênalti nele cometido, Fernandão, o capitão do mundo, cobrou a penalidade de forma segura e terminou de escrever a história com o 5° e derradeiro gol do Internacional na partida.

É difícil falar de técnica num jogo como esse. Não só pelo fato de não ter visto o jogo ao vivo, só ouvido. E não havia como prestar atenção aos detalhes no tape passado logo após a partida. Mas com certeza pode-se destacar a participação primorosa de Andrezinho, a garra e força de Índio e Magrão, a liderança e calma de Fernandão, a vontade de Nilmar, a atuação segura de Clemer... Até mesmo Iarley, que nem entrou em campo, pode ser considerado destaque, pois incentivou e deu instruções como um técnico à beira do campo. Todos os outros que estiveram ou não em campo nessa noite tiveram uma ponta de responsabilidade por esse resultado. Mostraram que queriam ganhar e que acreditavam uns nos outros e em si mesmos. Dessa forma escreveram mais uma página da história do clube.

Houve muita reclamação do lado do Paraná sobre a arbitragem. Não se pode querer explicar e creditar a vitória do Internacional a arbitragem. Isso foi só uma horrível tentativa de querer explicar o inexplicável. Erros existiram, para ambos os lados, mas isso é parte do futebol. Houveram erros grotescos também na arbitragem da partida em Curitiba, que poderiam ter mudado completamente a cara daquele jogo, mas como eram a favor deles, não se ouviu coisa alguma sobre eles.

A festa ao final da partida foi linda e a vontade de estar lá era imensa. Os jogadores agradecendo a torcida pelo apoio foi certamente gratificante para os mais de 41.000 colorados presentes. Fernandão cruzou o campo inteiro para aplaudir aqueles que estão acostumados, eles, a aplaudir suas belas jogadas.

É difícil, após algo que só pode ser classificado como épico como foi essa partida, focar na final do gauchão, mas tenho certeza de que essa vitória eletrizante vai servir muito bem para motivar os jogadores a continuarem a nos proporcionar momentos de pura alegria. É gratificante para eles tanto quanto é para nós.
Agora é o Juventude e domingo já tem guerra de novo. O cansaço e os desfalques vão jogar contra nós, mas a gente já provou que as dificuldades edificam.

Uma pedra do sapato a gente já tirou.




Internacional 5x1 Paraná
Clemer; Índio (Titi, 25min2ºt), Orozco e Marcão; Bustos, Jonas (Sidnei, 2min30seg1ºt), Magrão, Andrezinho e Ji-Paraná (Adriano, 26min40seg1ºt); Nilmar e Fernandão.
Técnico: Abel Braga.
Fabiano Heves; Daniel Marques, Luiz Henrique e João Paulo; Ângelo, Jumar (Cristian), Léo, Giuliano (Clênio), Everton e Joélson; Fábio Luiz (Goiano).
Técnico: Paulo Bonamigo.
Gols: Fábio Luiz (P), aos 3min45seg do primeiro tempo, Andrezinho (I), aos 4min45seg do primeiro tempo, Índio (I), aos 31min50seg do primeiro tempo, Andrezinho (I), aos 41min40seg do primeiro tempo, Magrão (I), aos 18min30seg do segundo tempo, Fernandão (I), aos 48min do segundo tempo.
Cartões amarelos: Bustos, Marcão (I), Léo, Daniel Marques, Éverton (P). Expulsões: Ângelo, Joélson (P), Sidnei (I).
Arbitragem: Wagner Tardelli Azevedo (SC), auxiliado por Dibert Pedrosa Moisés (RJ) e Claudemir Mafessoni (SC).
Renda: R$ 361.091,00. Público: 41.837 (38.263 pagantes). Local: Beira-Rio.