
Eu ainda não vi o jogo. O ciclone real, que praticamente devastou a cidade, me deixou sem energia elétrica por mais de 50 horas. Mas, ah, o destino... quem sabe o que teria ocorrido caso eu estivesse em frente a TV e não colada ao rádio?
Logicamente, não posso comentar nada da partida. Nem os gols pude ver direito. Até agora só vi uma vez.Mas posso comentar o sentimento de ter passado a semana ouvindo os dirigentes do adversário reclamarem disso, daquilo, da torcida deles agradecendo Fernandão pelo erro no primeiro jogo e cantando o nome dele quando o sistema de som do Beira-Rio o anunciou. Aí que entra o Ciclone Fernandão. Pisem nos calos dele e verão... É disso que a gente precisa, de um Fernandão irritado, que aparenta estar acima de tudo e de todos mas no fundo está querendo calar esse tudo e esse todos. E ele fez isso. Duvido que depois de seu terceiro gol os juventudinos ainda lembrassem que ele errou no primeiro jogo. Já não deviam nem lembrar mais como chegar no ônibus pra ir pra casa.
Teve gol de Alex, empatando na artilharia; teve gol de Nilmar, desencantando; teve gol de Danny Morais, mostrando que temos mais um menino do Beira-Rio que vai arrasar no futuro; teve gol do Índio, tanto a favor quanto contra; teve até gol do Clemer, quem diria, cobrando pênalti e encerrando a supergoleada. Poderia citar todos os outros jogadores, pois todos merecem menção pela garra e vontade. Até aqueles que não entraram em campo ou nem se fardaram para o jogo. Esse grupo, tão unido, é que leva o Inter para a frente.
Todos os gols que não saíram nas 3 derrotas para o time de Caxias foram empilhados em um único jogo. E mesmo sem ter visto o jogo, pelo escore, dá pra saber que o time jogou muito bem. Ninguém que joga mal faz 8 gols. Aliás, 9, já que o gol do Juventude também foi do Inter, contra. Até isso o Inter teve que fazer por eles.
A vitória significa o título gaúcho, a 38° vez que o Inter é o campeão dessas terras, mas ficará marcada na história por todos os detalhes que fazem dela algo digno de lembrança.
Vitórias épicas, goleadas históricas, títulos... Os jogadores do Inter que se cuidem, estão nos acostumando muito, muito mal.

Clemer; Índio, Orozco e Marcão; Bustos (Jonas, 15min2ºt), Danny Morais, Magrão, Alex (Andrezinho, 23min30seg2ºt) e Guiñazu; Fernandão (Iarley, 33min25seg2ºt) e Nilmar.Técnico: Abel Braga. | Michel Alves; Elvis (Leandro Cruz), Laerte, Nunes e Márcio Goiano (Zezinho); Juan Perez, Hércules (Maicon), Hélder e Lauro; Ivo e Mendes.Técnico: Zetti. |
| Gols: Danny Morais (I), aos 25min30seg do primeiro tempo, Fernandão (I), aos 29min do primeiro tempo, Fernandão (I), aos 31min do primeiro tempo, Alex (I), aos 37min20seg do primeiro tempo, Fernandão (I), aos 4min35seg do segundo tempo, Nilmar (I), aos 9min do segundo tempo, Índio (J, contra), aos 12min30seg do segundo tempo, Índio (I), aos 32min do segundo tempo, Clemer (I), aos 45min30seg do segundo tempo. Cartões amarelos: Danny Morais, Orozco (I), Juan Perez, Nunes, Elvis, Mendes (J). Arbitragem: Carlos Simon, auxiliado por Altemir Hausmann e José Carlos Oliveira. Renda: R$ 526.650,00. Público: 42.866 (38.210 pagantes). Local: Beira-Rio. | |
Clemer; Índio, Orozco e Marcão; Bustos (Jonas, 15min2ºt), Danny Morais, Magrão, Alex (Andrezinho, 23min30seg2ºt) e Guiñazu; Fernandão (Iarley, 33min25seg2ºt) e Nilmar.
Michel Alves; Elvis (Leandro Cruz), Laerte, Nunes e Márcio Goiano (Zezinho); Juan Perez, Hércules (Maicon), Hélder e Lauro; Ivo e Mendes.
Esse só foi mais um jogo bem típico da história recente entre Inter e Juventude. Foi um jogo não muito bom tecnicamente, com poucas chances reais de gol e que, numa infelicidade, acabou vencido pelo Juventude.
Clemer; Índio, Orozco, Marcão; Bustos, Danny Morais, Magrão, Andrezinho (Adriano, 34min50seg2ºt) e Ji-Paraná (Titi, 18min2ºt); Nilmar (Iarley, 18min2ºt) e Fernandão.
E confirmou-se a expectativa: Internacional, finalista do Gauchão.
Juninho; Marília, Cuca (Terrão) e Cris; Gustavo, Tiago (Marquinhos), Júlio César, Rodrigo (David) e Aélson; Flávio Guilherme e Kempes.
Caxias (0): Juninho; Cuca, Marília e Cris (Neilor); Gustavo, Júlio César, Tiago, Terrão e Aelson; Rodrigo (Valdir) e Kempes. Técnico: Gilson Kleina.
Apesar de todos os problemas extra-campo que afligiram o Beira-Rio nos últimos dias, o Internacional conseguiu mais uma vitória no Gaúchão.
Ulbra (2): Rafael; Jonathan, Carlinhos, Neyor e Leandro Xavier; Wanderson, Júnior (Edílson), Eder Lazzari (Rodrigo) e Everton Severo; Alexandre e Jacques. Técnico: Beto Almeida.
Mais uma goleada fora de casa. E essa virtualmente coloca o Inter nas semifinais, esperando pela definição entre Caxias e São José.
Internacional-SM (0): Vitor; Anderson Bill (Alex), Webber e Alano; João Paulo (Fernando Melo), Rangel, Roger, Ferreira e Cristiano; Silvano e Reinaldo (Ícaro). Técnico: Paulo Porto.
Dessa vez não era de graça, o ingresso pra mulheres e crianças era 2 quilos de alimento ou um brinquedo. Isso ajudou a selecionar bastante quem foi (isso e a derrota de quarta, que foi outra coisa errada dessa semana). Diminuiu o número de torcedores, mas foi melhor assim.
São José-PA (0): Nei; Tiago Silva, Samuel e Bruno; Marcelo, Dario (Felipe), Jonas, Júnior Paulista e Pedro; Fabiano (Toledo) e Matão (Dênio). Técnico: André Luiz.
Juventude (3): Michel Alves; Elvis (Hélder), Márcio Alemão, Nunes e Márcio Goiano; Juan Perez, Lauro, Paulo César e Danilo (Michel); Ivo (Renan) e Mendes. Técnico: Edson Gaúcho.
Homenagem ao Dia da Mulher, o Internacional fez uma promoção: mulher não pagava ingresso pra assistir ao jogo. Fazia anos que não ia ao estádio por dois motivos: ingresso pra futebol é caro e eu sempre me considerei pé-frio. Dos 3 jogos que eu tenho lembrança de ter ido, num deles eu era bem criança e dormi o segundo tempo inteiro, e os outros dois a gente perdeu pra São Paulo e Paraná. Mas decidi ir nesse e não me arrependi, foi divertido. Principalmente porque a gente ganhou! hehe Claro, teve estresses porque lotou o estádio e nós não ficamos num lugar bom, aí um monte de mal-educados pararam na nossa frente. Mas deu pra ver, torcer, gritar, xingar... muito legal!
Brasil-Pel (0): Rodrigo; Airton, Juliano, Ramon (Ivanildo) e Raone; Régis, Pedro Ayub, Rafael e Cláudio Millar; Thiago e Rianthony (Evaldo). Técnico: Lisca.
Vanderlei; Pereira, Marcelo Oliveira, Ricardo e Alex Albert; Baiano, Ronaldo, Carlos e Sidcley (Valmir); Diego Biro (Alcione) e Adão (Fabiano).